Visualização dos artigos postados: Março 2008

Uma imensa vontade de desistir
30 Mar 2008 
Não vivo... Sobrevivo... Não consigo deixar de pensar nisto diariamente...Sinto-me consumida por dentro... Uma inquietude que me atormenta, me destroi...
Não consigo... Sinto que estou a chegar ao meu limite...

METADE

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço, que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro
de ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que já fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer
aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba,
e que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade...
Também
Oswaldo Montenegro    
Admin · 161 vistos · 3 comentários
Ando assim...
12 Mar 2008 

Fechava os olhos e então via te chegar, mas tu não estás...

Melancólica...

Muitas coisas aconteceram nos ultimos tempos, mas ando absorvida na minha reflexão interior...
E até acho que ganhei alguma paz interior.
Já não penso no desejo de ser mãe de forma desesperada, acho que me resignei.
Logo agora que o M. foi operado é que deixo de acreditar?!
Não sei explicar....
Tenho momentos de profundo optimismo, tenho outros como os que vivo de há uma semana a esta parte de intensa passividade.
Acho que adoptei uma postura mais tranquila relativamente a esta questão de engravidar e isso é positivo, até me esqueço das temp.
Porém, sinto uma inquietude estranha.


 

Admin · 67 vistos · 1 comentário

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